Gestão do processo do conhecimento - parte 1

Origem, instrumentos e tipologia do conhecimento

As origens e instrumentos

O conhecimento tem origem a partir das sensações e estas, para Descartes, são geradas por fatores externos ao observador, que por sua vez as percebe pelo uso dos sentidos. Já Aristóteles acredita que o homem nasce vazio intelectualmente e só passa a obter conhecimento pelo uso dos sentidos. Platão partilhava das idéias de seu tutor, Sócrates, que acreditava que todos nasciam com um saber, mas que esse conhecimento permanecia no

esquecimento até ser revelado mediante a interação com o mundo (VIEGAS, 2007, p. 17-20).

Quanto aos instrumentos ou ferramentas do conhecimento, o autor explica que são o

sentimento e a razão os responsáveis pela geração dos conceitos ou resultados das sensações percebidas pelo intelecto ou ainda, que as idéias são o resultado das sensações. Esses instrumentos foram fisiologicamente identificados e demarcados, sendo o lado direito do cérebro responsável pelas emoções, pela criatividade e o lado esquerdo pela razão, pela lógica (p. 21-22).

Tipologia do conhecimento

São cinco os tipos de conhecimentos: o ideológico, o religioso, o filosófico o científico e a percepção extra-sensorial (VIEGAS, 2007, p. 23).

Esse autor informa que o conhecimento ideológico “é não racional e assistemático”, pois não surge de uma construção “refletida da mente” e lhe falta um “padrão de relacionamento entre os elementos que o compõem”. O conhecimento religioso nasce do lado direito do cérebro, “é o sentimento em estado puro”, pois a fé tem sua base nas emoções. Sua maior característica é a inexistência da dúvida, mesmo que suas afirmações não possam ser verificáveis. Já o conhecimento filosófico, “busca uma resposta sobre a realidade refletida pelo sujeito que especula sobre ela”, isto é, especula sobre a “razão última, a razão do ser”. No conhecimento científico a orientação está no ver para crê, nas demonstrações que saciam as dúvidas e o continuo duvidar, mas “não a dúvida do cético, que considera que a verdade é intangível e incomunicável”. Por fim, um tipo que se encontra fora do eixo razão e sentimento: a percepção extra-sensorial. Esta é reconhecida através de eventos paranormais, no insights, nos pressentimentos (p. 23-33).

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Diel Junior


Bibliografia

VIEGAS, Waldyr. Fundamentos lógicos da metodologia científica. 3. ed. Brasília: UnB,

2007.

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